A crise sanitária pela qual estamos passando está cada vez mais assustadora. Apesar de seu aparente retrocesso em localidades onde o pico já foi atingido, o cenário que vislumbramos para o futuro brasileiro é sombrio. Por isso, preparamos este post para te ensinar como limpar o seu celular a fim de mantê-lo imune às investidas do coronavírus.

Quando temos um inimigo invisível, torna-se difícil assumir que ele esteja presente em qualquer canto. Contudo, diversos estudos mostram que, mesmo antes de o SARS-CoV-2 surgir para o mundo, o agente patogênico que origina a Covid‑19 (a doença causada pelo coronavírus em questão), o celular já era motivo de preocupação entre especialistas.

Como a conectividade permanente o alçou ao patamar de extensão do nosso próprio corpo, sobretudo com a alavancada das coberturas de redes 4G, o aparelho nos acompanha aonde quer que vamos. Assim, nada melhor do que assumir que sua seuperexposição o sujeita aos mesmos perigos invisíveis a que estamos expostos.

O problema é que você lava sua mão sempre que ela está suja, mas nem sempre o faz com o celular. Levando em conta que, em média, tocamos o celular 2600 vezes ao dia, segundo a consultoria Dscout, e que o desbloqueamos mais de 100 vezes ao dia, segundo o Google, de nada adianta lavar a mão se a fonte de contaminação estiver presente a todo momento.

E o pior é que o coronavírus (pelo menos a primeira versão dele, o SARS-CoV, que causava a SARS, lá em 2002) sobrevivia por até 96 horas na superfície de vidro. Então, aqui está um excelente motivo para você aprender e adotar as melhores medidas de controle sanitário para seu melhor amigo, não só em épocas de pandemia.

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Por que é tão importante limpar o celular contra o coronavírus?

Essa pergunta chega a parecer inócua frente à pandemia pela qual estamos passando no mundo. Porém, nem só de Covid-19 o seu celular te ameaça. Aqui, seguem alguns fatos que chegam a ser chocantes.

Os estudos com o primeiro coronavírus pandêmico, de 2002, que causava a Síndrome Respiratória Aguda (SARS), foi estudado e chegou a ser mapeado em superfícies de vidro como a tela do seu celular por até 96h – ou quatro dias. Ou seja, um paralelo que pode ser traçado com o SARS-CoV-2, causador da Covid-19, a doença que vem assolando o mundo.

Imagine, então, que o vírus pode ficar à espreita por todo esse tempo, esperando que, depois de manusear o celular, você leve a mão a canais que o levem ao trato respiratório profundo, sabidamente a boca, o nariz e os olhos. Como ele não é capaz de penetrar pela pele, salvo melhor juízo, uma combinação de fatores precisaria estar presente para que a fatalidade acontecesse.

Essa é a razão, então, para os especialistas salientarem tanto que não se deve levar a mão ao rosto nesse momento de crise.

Ainda que o tema aqui seja “celular coronavírus”, saiba que outros micro-organismos habitam as telas do smartphone, sobretudo. E são dezenas de milhares.

Responda honestamente: Você já usou o celular enquanto estava no banheiro? Pois, saiba que a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres divulgou um estudo, ainda em 2011, sobre esse hábito. O resultado é que um em cada seis smartphones continha coliformes fecais em si.

Diz um biólogo da Universidade do Arizona, Chuck Gerba, que a tela do celular chega a ser 10 vezes mais suja do que o assento sanitário. Aquele em que você se senta para fazer cocô, e que fica ali por dias a fio, muitas vezes sem desinfetante. Uma das ocorrências mais comuns na superfície do celular seria a própria bactéria da Salmonella.

Como limpar, segundo Samsung e Apple

As fabricantes que atualmente dominam o mercado dos smartphones com um duopólio quase inquebrável sugerem uma limpeza simplista, diga-se de passagem.

Segundo a Apple, um pano umedecido por água morna e sabão seria o procedimento ideal. Segundo a Samsung, porém, um pano umedecido somente com água seria a recomendação. E nenhuma delas define uma frequência para essa limpeza.

Como limpar o celular contra o coronavírus

Em épocas de pandemia, parece que as recomendações tomaram um rumo um pouco mais agressivo, e o álcool foi adicionado à limpeza – não pelas fabricantes, porém por diversos especialistas das áreas de saúde e de tecnologia, com ressalvas em ambos os casos.

Contra o coronavírus, use álcool gel no celular

Álcool em concentração entre 70% e 85% é a recomendação dos especialistas da área de saúde para manter o seu celular limpo. Porém, algumas dicas também vêm dos especialistas em tecnologia. Então, saiba que a forma correta de fazê-lo segue algumas instruções bastante intuitivas:

  • O pano deve estar umedecido, porém não embebido.
  • Deve-se manter cautela com orifícios do aparelho, pois o álcool pode danificar componentes eletrônicos.
  • Não deixe o álcool por muito tempo, pois ele pode destintar superfícies plásticas ou manchar a tela.
  • Use um pano seco para finalizar sempre que o álcool demorar muito a secar.

Aqui, há uma alternativa válida para o álcool gel, mas que deve ser tomada com precauções ainda maiores: o álcool líquido. Como ele pode penetrar nos orifícios e nas bandejas do seu celular, o cuidado com o manuseio dele deve ser redobrado. Ademais, sempre o faça com o telefone desligado.

Por que álcool entre 70% e 85%?

Ainda que o álcool seja o melhor amigo dos precavidos de plantão, precisamos fazer um aviso de utilidade pública: o álcool não pode ter concentração superior a 85% porque, caso contrário, ele perde sua eficiência contra o coronavírus. E contra outros micro-organismos que também venham a habitar a tela do seu celular, vale dizer.

Quando o produto tem concentrações muito elevadas de álcool, ele consequentemente evapora de maneira muito rápida. Contudo, o SARS-CoV-2 possui uma película de gordura que precisa ser desfeita como invólucro, e, com uma passadinha rápida de álcool, pode ser que ela não o seja. É como deixar o vírus “aleijado”, porém ainda armado.

Em concentrações menores, ou seja, com maior concentração de água ou espessante, o contato do coronavírus com o agente esterilizante se torna mais duradouro, tempo suficiente para que o patógeno seja eliminado. Então, nesse caso, mais é menos, literalmente: mais álcool, menos eficácia. Assim como menos é mais: menos álcool, mais eficácia, ainda que possa parecer contraintuitivo.

Porém, lembre-se de que a concentração na base de 70% é a considerada mínima para de fato o álcool ser antisséptico.

A medida mais importante contra o coronavírus no celular

Depois de tudo o que expusemos, já ficou claro que o principal responsável para que o seu smartphone se torne um veículo do coronavírus – tanto quanto de outros agentes patogênicos – é você mesmo, certo? O contato excessivo da sua mão com ele é o principal meio de condução desses micro-organismos.

Então, é por isso que tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto outras entidades sanitárias reforçam o pedido: lave suas mãos constantemente por pelo menos 30 segundos.

Mantê-las limpas é o melhor remédio para diminuir a possibilidade de contaminação cruzada, porém isso também não elimina a necessidade de mantê-lo esterilizado pelo procedimento descrito acima.

Imagine, pois, que ao falar ao telefone, tossir perto dele ou, simplesmente, passar em uma área contaminada no ar possam ser o meio de contaminação. Nesse caso, pode haver um caminho inverso: do ar para o seu celular e, depois, para a sua mão, e fatalmente para a sua boca, nariz ou olhos.

Há ainda um problema maior consequente da falta de esterilização do celular, ou de uma mal-feita: Você permite que o coronavírus potencialmente alcance seus destinos. E o pior deles, indica a clínica Schwabing, que o mapeia em Munique, é a garganta, justamente aquele que está mais próximo do celular quando você fala ao telefone, por exemplo.

Isso, pois o coronavírus se replica até 1.000 vezes mais na garganta do que em outras partes do corpo humano.

Por isso, para manter o seu celular livre do coronavírus, é bom mantê-lo sempre esterilizado, assim como suas mãos.

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