A presença de crianças na internet vem acontecendo cada vez mais cedo. Ainda cercado de incertezas, o assunto entra cada vez mais no roteiro de pesquisadores para descobrir os efeitos desse comportamento, e os dados obtidos por eles sugerem que os pequenos não podem ter liberdade irrestrita na web. Além disso, controlar seu acesso pode ir muito além de simplesmente bloquear conteúdos impróprios.

Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019 (lançada em 2020), caiu para 11% o número de crianças e adolescentes que não acessam a internet. Nesse bojo, 3 milhões com idade entre 9 e 17 anos não contam com acesso à rede, sendo que 1,4 milhões nunca tiveram ao menos um único momento de navegação online.

Nessa edição do estudo, 11% dos participantes afirmaram que o primeiro contato com a rede aconteceu até os 6 anos de idade. Ou seja, há crianças na internet antes mesmo de elas serem alfabetizadas ou inseridas em algum tipo de instituição escolar. E, claro, a popularização dos dispositivos móveis também alcança esse público.

O smartphone é o principal aparelho para acessar internet, sendo que 44% dos informantes usa apenas ele para navegar. Por outro lado, 49% alternam entre celular e computador, sendo que, entre esses, a faixa etária não influi significativamente quando o assunto é o computador.

Apesar desse movimento de inserção na internet acontecer cada vez mais cedo e aparentemente ser imparável, os problemas relacionados a essa inserção começam a ser encontrados em pesquisas acadêmicas. Entre possíveis distúrbios de visão, de sono e, inclusive, de ansiedade e depressão, há cada vez mais patologias correlacionadas ao uso precoce de tecnologias.

Em casos extremos, o vício em celular, nominado nomofobia, pode vir acompanhado de uma série de problemas tanto psicológicos quanto de saúde. E, se esse tipo de problema acomete adultos com facilidade, imagine crianças. Então, vale a pena pensar antes de simplesmente largar suas crianças na internet.

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Uma boa leitura!

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Razões para controlar crianças na internet

As crianças são extremamente atraídas por aquilo que seja interativo, colorido, inédito, e todos esses adjetivos qualificam aquilo que pode ser encontrado na internet ou o próprio dispositivo móvel. Como há muito conteúdo na rede, não há falta de estímulo. Além disso, ter em mãos um objeto que responda imediatamente às solicitações de um dedo pode se tornar um imã para a sua atenção.

Nos primeiros anos de vida, é genuíno que se tenha acesso aos objetos presentes em casa ou nas mãos de adultos. O aprendizado, de maneira geral, ocorre por meio da manipulação de objetos nessa fase, e isso advoga em favor de eles terem contato com aquilo que o mundo lhes proporcionará um pouco mais adiante.

Apesar de ser natural que as crianças tenham contato com a internet ou com dispositivos cada vez mais cedo, é preciso levar em consideração que os pesquisadores vêm apontando uma série de problemas pontuais relacionado a esse estímulo tecnológico. Quer ver?

1. Distúrbios de sono

Uma pesquisa britânica divulgada no site da revista Nature aponta que cada hora de uso de dispositivos eletrônicos por crianças corresponde a menos 15 minutos de sono diariamente. O grande problema aqui é que o descanso é essencial para liberar hormônios que são necessários para um crescimento saudável.

Conquanto a correlação tenha sido estabelecida, os pesquisadores ainda não sabem dizer se os estímulos visuais e sonoros impactam diretamente no sono ou se as crianças observadas naturalmente dormem menos. Se esse for o caso, haveria aí a explicação para o tempo maior deles com tablets ou smartphones.

Ainda assim, os especialistas recomendam cautela, sobretudo porque efeitos semelhantes acometem inclusive adultos. Veja-se, por exemplo, a luz azul violeta emitida pelos aparelhos, a qual sabidamente tem o poder de espantar o sono. Por isso, os filtros de luz azul estão cada vez mais populares e presentes em dispositivos.

2. O celular virou ferramenta social

Segundo a psicóloga Fabiana Verza, o celular se tornou uma ferramenta de desenvolvimento de relações sociais tanto quanto de construção de identidade em adolescentes. A busca por independência e privacidade encontra no celular uma saída legítima, a qual permite que se tenha um mundo só seu.

Apesar de a comunicação ser o carro-chefe desse uso, há outras situações em que ele pode se mostrar de grande valia. Numa situação de emergência, por exemplo, torna-se possível buscar por socorro e recebê-lo mas rapidamente.

Porém, o excesso nessa fase da vida pode levar ao desenvolvimento de efeitos colaterais semelhantes ao do consumo de drogas. Descargas do neurotransmissor dopamina causam efeitos imediatos de prazer e satisfação, e, pasme, elas andam sendo obtidas com notificações de mensagens e atualizações de status, além dos famosos likes.

Ou seja, é possível literalmente ficar dependente de comportamentos espontâneos do smartphone os quais são gerados a partir do comportamento de terceiros. Desse modo, verificar tais entradas nas notificações pode desenvolver um hábito capaz de influenciar no sistema de recompensa cerebral, e as crianças estão ainda mais sujeitas a isso.

3. Problemas de visão crianças na internet

Problemas de visão estão sendo identificados cada vez mais precocemente. A fototoxicidade, por exemplo, decorre de uma radiação que emana dos nossos dispositivos eletrônicos, se acumulando na retina do olho causando a degeneração da mácula, segundo Marcia Beatriz Tartarella, diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da América Latina.

O impacto dessa luminosidade, porém, não é sentido a curto prazo, sendo que as anomalias à acuracidade da visão podem ser antecipadas por sensação de olhos secos, fadiga visual, irritação e coceira nos olhos.

Outro problema é que as telas estão muito próximas do nosso campo de visão. Assim, é preciso ajustar o foco a todo momento, o que estressa o órgão visual e pode reduzir o número de piscadas num determinado período, prejudicando sua lubrificação e contribuindo para distúrbios visuais, considera José Augusto Alves Ottaiano, vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Então, quando lembramos que o brasileiro gasta em média mais de quatro horas por dia somente em frente ao celular, fica mais fácil de entender o porquê de a área clínica oftalmológica estar cada vez mais preocupada. Sobretudo se essas taxas começarem a ser alcançadas ainda na fase infantil.

4. Nomofobia, o vício em celular

O celular já é parte das nossas vidas, podendo ser considerado uma extensão do nosso corpo. Ele sabe tudo sobre nós e nós passamos praticamente todas as informações por ele. Isso faz com que o utilizemos por períodos cada vez mais largos, estando sujeitos a cada vez mais tentativas de aumento de engajamento.

Como citamos, a dopamina tem se tornado um hormônio paralelo ao uso do celular. Porém, quando falamos sobre crianças, é fácil de perceber que elas estão mais sujeitas a se tornarem dependentes dele. E, aí, surge a questão da nomofobia, ou a fobia de estar sem celular, ou, mais popularmente, o vício em celular.

A patologia já identificou uma série de doenças decorrentes da nomofobia, entre elas ansiedade, depressão, estresse, déficit de atenção e até transtorno obsessivo-­compulsivo (TOC). As mudanças causadas no cérebro são tão fortes que são ditas como similares ao efeitos de drogas como álcool e cocaína.

Um levantamento feito pela Motorola em parceria com Nancy Etcoff, psicóloga especializada em comportamento cognitivo da Universidade Harvard, descobriu que 41,5% dos brasileiros estão viciados em seus telefones. Ou seja, liberar crianças na internet muito cedo pode ser, literalmente, o ato de torná-las dependentes de um objeto que não encontrará limitações num horizonte próximo. Muito pelo contrário!

5. Conteúdo impróprio e segurança digital

Por praxe, vale entrar na lista a questão do conteúdo impróprio, certo? Se você simplesmente libera crianças na internet, sem controlar o que elas estão vendo, pode estar sujeito a submetê-las a conteúdos impróprios, além de deixá-las à mercê de mal-intencionados digitais.

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Regras de ouro para crianças na internet

1. Use a internet junto com a criança. Assim, você poderá tirar dúvidas sobre o funcionamento da rede, apresentar páginas adequadas e ensiná-las a como desconfiar de comportamentos suspeitos.

2. Ative o controle parental. Com eles, é possível restringir o tempo de acesso ou o conteúdo que poderá ser acessado num determinado aplicativo ou aparelho.

3. Oriente as crianças na internet a não falarem com estranhos, sobretudo em redes sociais. Há muitos perfis falsos, os quais são criados simplesmente para roubar informações pessoais dos usuários ou do aparelho a partir de backdoors de acesso. Chats e games on-line também estão sujeitos, então a orientação é o melhor caminho.

4. Ensine as crianças que na internet valem as mesmas regras do mundo real. Ou seja, bullying, injúria, crimes contra honra ou outros crimes virtuais são passíveis de sanção real. Além disso, estão cada vez mais sendo denunciados e identificados seus agressores. Por isso, manter-se longe de ambientes de conflito pode ser a melhor maneira de evitar problemas na vida real.

5. Observe mudanças de comportamento. Cansaço excessivo, perda de rendimento escolar ou noites em claro são situações graves as quais suscitam algum tipo de acompanhamento psicológico. Por isso, não desligue-se das pistas surgidas.

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