Os smartphones estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Como sua evolução alcança cada vez mais possibilidades e funcionalidades, é normal que essa integração à rotina sofra somente com uma curva ascendente. E sua desaceleração não parece estar à vista num horizonte próximo. Mas, você já pensou como seria passar um dia sem celular?

Simplesmente cogitar essa possibilidade pode causar frios na barriga de alguns adeptos constantes dos dispositivos móveis. Pra não dizer viciados, pois não queremos julgar ninguém. Porém, você sabia que essa dependência está se tornando cada vez mais normal e, inclusive, é prejudicial em alguns casos? E ela tem até nome: é nomofobia.

O termo foi cunhado pela YouGov, uma empresa líder no mercado de pesquisas, sediada no Reino Unido e com atuação praticamente mundial. Na origem, trata-se da união das palavras no + mobile + phone + phobia, que em tradução livre e adaptada seria algo como fobia por não estar com celular.

Você pode até imaginar que seja um problema isolado de alguns usuários dessa magia da telefonia móvel, contudo você pode ser um enfermo inclusive sem saber. Afinal, como diagnosticar um problema que até agora você nem sabia que existia? Não é uma tarefa fácil, sendo preciso dar uma de Sherlock Holmes nos seus comportamentos e, depois, uma avaliada neles a la Freud.

E os dados são bem impactantes, pra dizer a verdade: segundo o estudo, 53% dos adeptos do celular sentem, pelo menos, uma angústia em razão da ausência do melhor amigo. Só que… a pesquisa foi feita em 2008. Ou seja, eles não traduzem, nem de longe, a realidade social atual.

Será que você conseguiria ficar um dia sem celular? Leia as principais correlações que já foram estabelecidas quando o assunto é nomofobia!

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É possível ficar sem celular?

A resposta para essa pergunta deveria ser “sim” com relativa facilidade, não acha? Mas, a “coisa” não é bem assim! Sobretudo na era da informação digital, da chegada da revolucionária tecnologia 5G, da Internet das Coisas. Estamos cada vez mais imersos nos dispositivos móveis, tanto que eles chegam a se tornar extensão do nosso próprio corpo.

E não pense que o uso da tecnologia está restrito a pessoas jovens. A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio mostrou, em dados de 2017, que pelo menos 31% dos idosos já usava a internet. Além disso, que 58% deles tinham internet no celular.

Alguns dados são ainda mais curiosos. O SindiLojas de Porto Alegre, por exemplo, verificou que 49% dos integrantes da melhor idade (a terceira) compram pela internet! E os idosos parecem estar cada vez mais se integrando ao mundo digital, pois os dados crescem vertiginosamente a cada resultado apresentado.

A Internet das Coisas também parece ser um fator que impulsiona o uso de dispositivos móveis. Se, por exemplo, sua geladeira, suas lâmpadas de casa, seu aparelho de som, sua fechadura e sua assistente pessoal fossem todos controlados por aplicativos, como seria possível ficar um dia sem celular? A tarefa se tornaria penosa!

E quem trabalha com o celular constantemente conectado poderia? Muito dificilmente, tendo em vista que, sem celular, o resultado seria um dia perdido de labuta! Como um corretor de imóveis ou um delivery de lanches caseiros poderiam atuar? E como um instalador de antenas de TV a cabo receberia sua pauta quando estivesse na rua? Já tinha pensado por esse lado?

Quanto tempo é um dia sem celular?

Essa questão é chave, mas ela serve pra deixar nossa avaliação ainda mais mirabolante. A resposta para essa pergunta seria, normalmente, 24h, mas você já pensou que essa é uma superestimativa do tempo que temos disponível? Isso, pois precisamos pensar, também, o tempo em que estamos de repouso.

Suponhamos, então, que um indivíduo normal durma 8h por dia. Assim, sobram 16h para a nossa conta. E, pasme, desse tempo, o brasileiro costumava passar quase 4h48 à frente dos smartphones lá em 2016, segundo a empresa de pesquisas Statista. Nesse dado, temos a liderança mundial do ranking! Será que é de comemorar?

Com relação à conexão à internet, seriam impressionantes 9h22 diários, colocando o Brasil atrás apenas das Filipinas no mundo, segundo dados da We are Social e da Hootsuite. Contudo, esse seria tema para um outro post.

Voltando à nossa matemática, os fatos acima esclarecem que mais de 1/4 do tempo que temos livre no nosso dia é destinado ao uso de celulares. Se tirássemos o tempo daquilo que é minimamente obrigação na nossa rotina, a conta seria ainda mais impactante: comer, beber, nos vestir ou tomar banho. Ah! Há pessoas que o levam inclusive para a ducha, vista a proteção contra água com que contam alguns aparelhos mais modernos.

Traduzindo em tempo livre, mais ou menos 109 dias do ano do brasileiro são passados em frente ao smartphone. Mas, claro, essa é uma média, então há pessoas que ultrapassam essa marca com facilidade. Então, você está em qual faixa dessa métrica?

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Os problemas do tempo sem celular

Os países que acompanham a industrialização e a evolução tecnológica são seguidos de perto pela nomofobia. E não é para menos se levarmos em consideração a quantidade de tempo em que estamos conectados à rede mundial de computadores.

Se você, leitor, for um homem, saiba que você está mais suscetível a vícios dessa natureza, pois os homens representam 58% dos que se sofrem com a doença. Enquanto isso, as mulheres representam 47%, o que significa uma diferença grande, porém nem por isso a ser desprezada.

Além disso, 9% dos entrevistados relataram estresse em momentos em que o celular estivesse desligado. E, vale notar, os dados de que estamos falando aqui são, de novo, os dados da pesquisa YouGov, realizada em 2008. Ou seja, um ano antes de o WhatsApp estrear para o mundo, e dois anos antes de o Instagram surgir. Basicamente, as duas redes sociais mais usadas pelos brasileiros atualmente.

No remoto ano de 2012, só pra se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Docmail havia identificado que a interação virtual com amigos e familiares já havia ultrapassado os números de interação presencial. Nesse sentido, 72 era o número de vezes em que os viciados daquela época usavam o Facebook. Atualmente, alguns dados sinalizam (porém, com algumas ressalvas) que o celular é desbloqueado mais de 50 vezes ao longo do dia.

Tamanha a conectividade, chega a ser difícil passar um dia sem celular, não? O problema é que essa angústia tem levado a problemas sérios. Tanto, que a doença de vício em celular já chegou a ser comparada ao vício em drogas por alguns especialistas da área.

A psicóloga Elisa Faria descreve que “quando o indivíduo está longe do dispositivo móvel, o organismo corta a liberação de dopamina, causando taquicardia e desespero”. E essa dependência, então, acaba estimulando a troca de interações reais por, cada vez mais, interações virtuais.

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Depressão

A depressão tem acometido cada vez mais a população mundial. Silenciosa, encontrou um prato cheio na nomofobia para se disseminar entre os mais jovens. Ou seja, desenvolvendo o vício em celular, o usuário está um passo mais próximo de se tornar depressivo.

Ansiedade

Pode até parecer mentira, mas 51% dos pesquisados pela YouGov declararam que se tornavam ansiosos por decorrência de fatos do celular. Algumas das causas são a impressão de exclusão dos compromissos sociais e a ignorância sobre os memes do momento.

Indo um pouquinho além, a incapacidade de conclusão de uma determinada tarefa parece crescer quando usuários de iPhone estão separados do seu melhor amigo. É ou não é de se preocupar?

Insônia

Sabe aquela última olhadinha no que tem no celular? Ela é brutal para o seu melhor sono. Sobretudo se você não ativa o Modo Dormir do seu aparelho. Há usuários que relataram dormir apenas 4h por dia, conscientemente, para ficar um pouco mais navegando.

Outra questão é que o smartphone pode fisicamente atrapalhar a sua vida. Aquela luz azul que brilha quando alguma notificação está esperando para ser vista suprime a melatonina, e esse hormônio, por sua vez, regula o sono. Ou seja, é uma tentativa de ajuste do sono com um comportamento de desajuste que só leva a um ciclo vicioso conturbado.

Problemas de visão

Principalmente jovens e adolescentes estão sendo acometidos por problemas de visão. A falsa miopia, por exemplo, tem se tornado cada vez mais comum em decorrência do uso excessivo das telas. Visão turva, falta de foco e embaçamento são alguns dos sintomas de quem passa da conta.

Falta de relaxamento

Algumas pesquisas indicam que a nomofobia está levando os viciados a terem somente uma hora de descanso (no tempo livre) por dia. Ou seja, dar aquela relaxada no celular pode não ser exatamente um momento de lazer. Será que não se tornou obrigação para você?

Se você se identifica com alguns dos comportamentos acima, talvez seja a hora de você dar uma pausa, passar um dia longe do celular, desfrutar um pouco do que está à sua volta. Nada melhor do que contrastar um pouco as realidades possíveis para dimensionar aquela que mais te agrada.

Vai lá, quem sabe um desafio contra você mesmo?! Diminuir o tempo de uso dos smartphones já pode ser um bom caminho, pois meio detox tecnológico é melhor que detox nenhum!

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